Comunidade de Electricidade
EDP pode incorrer em "abuso de posição privilegiada no mercado" em campanha com Continente - BE
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- Publicado em quarta, 25 janeiro 2012 21:00
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Lisboa, 19 jan (Lusa) - O BE questionou hoje o Governo sobre uma campanha publicitária da EDP e do Continente, alegando que esta visa "angariar clientes" para um mercado liberalizado "ainda não ativo" e "sem concorrência" e que a elétrica pode incorrer num "abuso".
"A EDP e a cadeia de hipermercados Continente lançaram uma campanha publicitária que anuncia descontos em compras associados à fatura da eletricidade (10 por cento da fatura da EDP em compras no cartão Continente). O que a campanha publicitária não deixa claro em vários dos instrumentos publicitários é que o desconto obriga à assinatura de um novo contrato com a EDP, que tira o cliente da alçada da EDP Universal (com tarifa regulada) e o obriga a ser cliente da EDP no mercado liberalizado (sem tarifa regulada)", refere a pergunta do BE.
Na iniciativa, dirigida ao ministério da Economia, a deputada bloquista Catarina Martins considera que "existem razões para preocupação na forma como a EDP está a angariar clientes para um mercado liberalizado que não está ainda ativo e onde não tem ainda qualquer concorrente".
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Fonte: http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5je0fMP1o_s_8EWDHfvSZ6JChtOuA?docId=13655015
Factura da luz aumenta mais 8% com fim da tarifa bi-horária
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- Publicado em quarta, 25 janeiro 2012 20:59
- Escrito por João Osvaldo Faria Sousa
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O fim da obrigação de existência de tarifa bi-horária na electricidade vai provocar um aumento de 8% na factura em 2013, para além do aumento já previsto de 1,5%, alerta a Quercus.
A Quercus considera fundamental a continuação da tarifa bi-horária que, neste momento, só está disponível na EDP Serviço Universal para pequenos consumidores. A ERSE deve exigir que essa oferta seja assegurada pelos fornecedores de energia eléctrica no futuro mercado liberalizado, considera a associação.
Utilizando os simuladores existentes para escolha de tarifário de electricidade, a vantagem da tarifa bi-horária para os consumidores é clara e o fim desta modalidade vai provocar uma subida do preço de electricidade de 8% na factura das famílias portuguesas em 2013, para além do aumento esperado de 1,5% sobre a tarifa.
A Quercus considera que a maioria das famílias portuguesas ainda não se apercebeu que as regras actuais de fornecimento e preços estão prestes a terminar e acusa o Governo de não ter dado informação suficiente para que os consumidores escolham em consciência.
«Até ao final do ano vão ter de contratar um novo fornecedor de energia eléctrica», disse ao SOL Ana Rita Antunes, do Grupo de Energia e Alterações Climáticas da Quercus, que afirma que depois de uma simulação no site da ERSE se conclui que só duas empresas do mercado livre é que oferecem a tarifa bi-horária.
As tarifas bi e tri-horária, nas quais existem diferentes preços de electricidade consoante as horas a que é consumida, têm como objectivo suavizar os picos de consumo e aumentar o consumo durante a noite e fim-de-semana, quando os preços são mais baixos.
Menos eficiência energética
Do ponto de vista ambiental, a Quercus explica que um dos principais problemas da infra-estrutura de produção e transporte de electricidadeem Portugal é o sobredimensionamento exigido pelos picos de potência que nos dias úteis acontecem 18h e as 21h e a fraca procura durante o final da madrugada entre as 4h e as 6h da manhã. É durante a noite que existe uma maior fracção de produção renovável, nomeadamente de energia eólica, que seria importante aproveitar.
A Quercus considera, por isso, fundamental que continue a existir tarifa bi-horária, que, neste momento, só está disponível na EDP Serviço Universal para pequenos consumidores. Para a associação, a ERSE deve exigir que esta modalidade seja assegurada pelos fornecedores de energia no futuro mercado liberalizado.
A Associação vai enviar uma carta à ERSE e ao Secretário de Estado da Energia a exigir que as tarifas bi-horária e tri-horária não sejam abandonadas pelos evidentes benefícios ambientais e económicos que trazem ao país e aos consumidores.
Fonte: http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=39140
Projecto português fomenta electricidade a custos reduzidos
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- Publicado em segunda, 16 janeiro 2012 14:50
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Adélio Mendes, da FEUP, distinguido com o Prémio Solvay
Este projecto é, confessou o galardoado em conversa com o «Ciência Hoje», “um sonho que espero que em breve se transforme numa realidade partilhada por todos os portugueses”.
O projecto nasceu em 2005 e em 2008 o projecto avançou com o apoio da Agência de Inovação. A ideia era“fazer células fotovoltaicas com uma tecnologia diferente do convencional. O material utilizado normalmente é o silício”, explica.
Estas células solares sensibilizadas com corante (em inglês dye-sensitized solar cells) mimetizam a natureza na produção de energia. São constituídas por substâncias químicas abundantes e não perigosas.
As vantagens são muitas. Adélio Mendes destaca três: “esteticamente são mais atraentes, têm a capacidade de captação de luz difusa (é 20 por cento mais eficiente do que as de silício neste aspecto) e os custos de produção são bastante mais baixos”. A desvantagem é que “é necessário o dobro da área para produzir a mesma energia”.
O prémio foi entregue pelo sistema inovador de selagem desenvolvido que permite assegurar a estabilidade dos módulos fotovoltaicos a longo prazo. “Selámos com uma pasta de vidro”, explica, o que faz com que as células tenham um maior potencial de aplicações. “Podem funcionar como revestimentos de edifícios, ou substituir janelas”.
De resto, considera o investigador, “este será o melhor revestimento que uma casa pode ter”, isto porque é também um excelente isolante térmico.
Adélio Mendes adianta que estão já a ser fechadas algumas parcerias para financiar o fabrico deste produto, estando já a ser feito um protótipo industrial. O investigador aponta 2014 como o ano do lançamento do produto no mercado.
Valorizar socialmente o conhecimento
Tendo já cumprido o sonho de desenvolver este material, que é o mais eficaz a nível internacional, Adélio Mendes pretende ir mais longe: “quero revestir os edifícios de toda a Europa”.
O produto é excepcionalmente eficaz em climas onde há mais luz difusa. “Com sol directo, o silício ainda é mais eficaz, pelo menos para já. Este produto funciona melhor acima do paralelo 40 N e abaixo do 40 S”.
Para o investigador, o sucesso desta investigação prende-se com a ligação da universidade às empresas que “acreditam e arregaçam as mangas”. As universidades “são financiadas pelos impostos, devem por isso ter em vista o retorno do investimento e a valorização social. E se não promovermos a valorização social do conhecimento estamos a promover a mediocridade”, acredita.


